A Copa do Mundo de 2026 promete ser o maior evento esportivo já realizado no planeta. Sediado por três países, Estados Unidos, México e Canadá -, o torneio reunirá pela primeira vez 48 seleções, distribuídas em 12 grupos, com jogos entre 11 de junho e 19 de julho. O Brasil, pentacampeão mundial, caiu no Grupo C ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti.
O sorteio, realizado em 5 de dezembro de 2025 no Kennedy Center, em Washington, definiu os caminhos que cada seleção percorrerá na fase inicial. Para os torcedores brasileiros, o cenário inspira otimismo cauteloso: adversários acessíveis, mas que exigem respeito.
De 32 para 48: o Mundial que redesenhou o mapa do futebol
Desde 1998, a Copa do Mundo mantinha o formato com 32 seleções. A ampliação para 48 equipes não é apenas um aumento numérico: é uma mudança filosófica. Países como Haiti, Curaçao, Cabo Verde, Jordânia e Uzbequistão farão suas estreias ou retornarão após décadas de ausência.
O novo modelo divide as 48 seleções em 12 grupos de quatro equipes. Cada time disputa três partidas. Avançam os dois primeiros de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados, totalizando 32 seleções classificadas para o mata-mata.
Os 12 grupos completos
Grupo A: México, Coreia do Sul, África do Sul e República Tcheca
Grupo B: Canadá, Suíça, Catar e Bósnia e Herzegovina
Grupo C: Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti
Grupo D: Estados Unidos, Austrália, Paraguai e Turquia
Grupo E: Alemanha, Equador, Costa do Marfim e Curaçao
Grupo F: Holanda, Japão, Tunísia e Suécia
Grupo G: Bélgica, Irã, Egito e Nova Zelândia
Grupo H: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde
Grupo I: França, Senegal, Noruega e Iraque
Grupo J: Argentina, Áustria, Argélia e Jordânia
Grupo K: Portugal, Colômbia, Uzbequistão e RD Congo
Grupo L: Inglaterra, Croácia, Panamá e Gana
Grupo C: o caminho da Seleção Brasileira
O Brasil estreia no dia 13 de junho contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Os marroquinos, que encantaram o mundo ao chegarem à semifinal da Copa de 2022, são o adversário mais perigoso do grupo e ocupam a 11ª posição no ranking da FIFA.
O segundo compromisso será contra o Haiti, em 19 de junho, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30. A seleção haitiana não disputava um Mundial desde 1974. O confronto encerra no dia 24 de junho contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h. Os escoceses retornam à Copa após 28 anos de ausência.
Confrontos que já agitam o mundo do futebol
O Grupo H reúne Espanha e Uruguai, dois campeões mundiais. No Grupo K, Portugal e Colômbia protagonizam um duelo de alto nível. O Grupo L coloca Inglaterra e Croácia frente a frente novamente, reedição da semifinal de 2018.
A Argentina de Lionel Messi, possivelmente em sua despedida de Copas, terá um grupo relativamente tranquilo. A França, atual vice-campeã, enfrentará o Senegal no Grupo I.
Guia prático: sedes, datas e ingressos
O torneio será disputado em 16 estádios espalhados por três países. Nos EUA, 11 cidades recebem jogos. O México sedia partidas na Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. O Canadá entra com Toronto e Vancouver.
A abertura acontece no icônico Estádio Azteca, na Cidade do México, em 11 de junho. A grande final será no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 19 de julho. Os ingressos são vendidos pelo site oficial da FIFA.
Brasileiros que planejam viajar devem considerar que os jogos da Seleção acontecem na Costa Leste americana, o que facilita o deslocamento, mas exige planejamento antecipado de visto, hospedagem e transporte.
A maior Copa de todos os tempos
Com 104 partidas no total, contra 64 da edição anterior -, a Copa de 2026 será uma maratona de futebol como nunca se viu. Estreantes como Curaçao e Cabo Verde terão a chance de protagonizar momentos marcantes, enquanto potências como Brasil, Argentina, França e Alemanha buscarão manter o domínio.
Para a Seleção Brasileira, o Mundial representa uma oportunidade de ouro para encerrar um jejum de títulos que se estende desde 2002. O Grupo C é acessível, mas o caminho até a final exigirá superação em um chaveamento mais longo e mais competitivo do que nunca.
A contagem regressiva já começou. Em pouco mais de dois meses, a bola rola na maior Copa do Mundo da história, e o Brasil estará lá.



