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Economia

Especial Custo de Vida 2026: como os preços mudaram e o que esperar

Aluguel, alimentação, saúde, transporte e educação: um raio-x completo de como o custo de vida evoluiu no Brasil e o que pode mudar nos próximos meses.

Gráfico do INPC mostrando aceleração da inflação no custo de vida
Foto: Economic News Brasil

O panorama geral

O custo de vida no Brasil em 2026 apresenta um cenário misto: a inflação oficial (IPCA) recuou para 3,81% em 12 meses, mas itens essenciais como alimentos, saúde e educação subiram acima da média. O salário mínimo foi reajustado para R$ 1.518, alta real de 2,5%.

Alimentação

A cesta básica subiu 8,3% nos últimos 12 meses, puxada pelo arroz (+12%), café (+18%) e chocolate (+25%). O governo anunciou medidas emergenciais, incluindo redução de impostos sobre itens da cesta básica e liberação de estoques reguladores.

Moradia e aluguel

O aluguel médio em capitais brasileiras subiu 7,2% em 12 meses, segundo o FipeZap. São Paulo lidera com alta de 9,1%, seguida por Florianópolis (8,7%) e Curitiba (7,9%). A migração de contratos do IGP-M para o IPCA ajudou a moderar reajustes.

Transporte

A gasolina acumula alta de 5,4% no ano, pressionada pelo dólar e pelo preço internacional do petróleo. Passagens aéreas, que haviam caído em 2025, voltaram a subir 11% com o aumento do querosene de aviação.

Saúde

Planos de saúde tiveram reajuste médio de 6,91% para individuais e até 25% para coletivos. Medicamentos subiram em média 4,5%, dentro do teto da CMED.

Educação

Mensalidades escolares subiram em média 8,2%, acima da inflação. Cursos superiores privados tiveram reajuste de 6,8%. O Prouni ampliou vagas, mas a demanda cresce mais rápido que a oferta.

Comparativo: quanto custa viver em 2026

  • Cesta básica (SP): R$ 832/mês (+8,3%)
  • Aluguel médio (2 quartos, capital): R$ 2.400/mês (+7,2%)
  • Plano de saúde individual: R$ 580/mês (+6,9%)
  • Gasolina (litro): R$ 6,28 (+5,4%)
  • Escola particular (fundamental): R$ 1.850/mês (+8,2%)

O que esperar

Com a possível queda da Selic a partir de abril, economistas projetam alívio no crédito e nos financiamentos no segundo semestre. A inflação de alimentos deve recuar com a entrada da safra de inverno. Mas a pressão do dólar e das tarifas americanas mantém o cenário incerto.

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