O Ibovespa fechou a quarta-feira (8) em alta de 1,80%, aos 186.241 pontos, renovando a máxima histórica pela 10ª vez em 2026. O dólar recuou para R$ 5,15, com fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes. A combinação de cessar-fogo no Oriente Médio e petróleo em queda impulsionou o apetite por risco.
O que puxou a alta
As blue chips lideraram os ganhos: Itaú Unibanco, Petrobras, Vale e Bradesco avançaram em um dia de forte otimismo global. O cessar-fogo EUA-Irã, embora frágil, reduziu o prêmio de risco nos mercados e derrubou o petróleo, o que beneficia empresas importadoras e setores sensíveis ao câmbio.
O índice DXY (dólar contra uma cesta de moedas) caiu, refletindo a rotação de fluxos globais para mercados emergentes. Investidores estrangeiros aumentaram posições em ações brasileiras, especialmente em bancos e commodities metálicas.
Contexto da Selic e inflação
A queda do petróleo alivia a pressão inflacionária e reforça a expectativa de que o Copom adote um tom mais brando na reunião de 28 e 29 de abril. Com a Selic em 14,75%, o mercado aposta em cortes mais agressivos no segundo semestre. O IPCA acumulado já está abaixo de 4%, dentro da meta do Banco Central.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, participou de reunião de CPI nesta quarta, onde reforçou a cautela na condução da política monetária. No campo corporativo, Oncoclínicas avaliou buscar cautelar contra credores e Alexandre Bettamio, do Bank of America, surgiu como candidato ao comando da B3.
Riscos no radar
Analistas alertam que o cessar-fogo está se deteriorando com os ataques israelenses ao Líbano e o novo fechamento do Ormuz. Se o acordo colapsar, o petróleo pode disparar novamente e reverter os ganhos da semana. A volatilidade nos próximos pregões deve ser elevada.