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Economia

Inflação acumulada recua abaixo de 4% pela primeira vez em quase dois anos

IPCA acumulado em 12 meses cai para 3,81% em fevereiro de 2026, o menor patamar desde maio de 2024. Entenda o que mudou e o que esperar.

Notas de real representando a economia e inflação
Foto: Agência Brasil/EBC

O dado

O IPCA, indicador oficial de inflação do Brasil, registrou variação de 0,70% em fevereiro de 2026. Com esse resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses recuou de 4,44% para 3,81%, ficando abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

No acumulado do ano, o IPCA soma alta de 1,03%. Segundo Fernando Gonçalves, do IBGE, o resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2020.

Entenda o cenário

A desaceleração ocorre em um cenário de política monetária restritiva, com a Selic atingindo o pico de 15% ao ano. Após cinco reuniões sem alteração, o Copom realizou em março o primeiro corte, reduzindo a Selic para 14,75%.

A valorização do real e a queda nos preços de combustíveis ajudaram a segurar o índice. A meta de inflação para 2026 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

Por que importa

A inflação abaixo de 4% sinaliza que a política monetária está surtindo efeito e abre espaço concreto para redução dos juros. Com o IPCA dentro da meta, o custo do crédito tende a cair nos próximos meses.

O que muda na prática

  • Juros em queda: Projeção de Selic a 12,50% até dezembro de 2026.
  • Poder de compra preservado: INPC ficou em 3,36%: abaixo do IPCA.
  • Alimentação com sinais mistos: Açaí (+25,29%) e feijão (+11,73%) pesaram, mas frutas (-2,78%) e arroz (-2,36%) aliviaram.
  • Educação sazonal: O grupo respondeu por 44% do IPCA de fevereiro, com reajustes de até 8,19%.

Indicadores em destaque

  • 0,70%: variação mensal do IPCA em fevereiro
  • 3,81%: IPCA acumulado em 12 meses
  • 14,75%: taxa Selic após primeiro corte
  • 3,97%: projeção do Focus para o IPCA ao final de 2026

O que esperar

O IPCA de março será divulgado em 10 de abril. A prévia indicou variação de 0,44%, confirmando a tendência de desaceleração.

Para lembrar

O fato: Inflação acumulada caiu para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Por que importa: Confirma o efeito da política monetária e abre caminho para cortes de juros.

O que fazer: Avalie renegociar dívidas com juros altos e diversifique investimentos.