Enquanto o mundo celebrava o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, Israel intensificou seus ataques contra o Hezbollah no Líbano. Em apenas um dia, mais de 150 pessoas foram mortas em bombardeios israelenses em Beirute e nos subúrbios ao sul da capital. O Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, condenou os ataques como “carnificina que desafia a compreensão”.
Cessar-fogo nao inclui o Libano
O governo de Benjamin Netanyahu deixou claro que o cessar-fogo com o Irã não se estende às operações contra o Hezbollah. A justificativa israelense é que o grupo libanês, apoiado pelo Irã, continua disparando foguetes contra o norte de Israel. A invasão terrestre ao Líbano, iniciada semanas atrás, segue em curso.
A separação entre o cessar-fogo com o Irã e a guerra no Líbano criou uma situação paradoxal: enquanto aviões americanos pararam de bombardear o Irã, aviões israelenses aumentaram os ataques ao Líbano usando armas fornecidas pelos próprios EUA.
Impacto humanitario
Segundo as autoridades libanesas, 92 pessoas morreram apenas em Beirute e 61 nos subúrbios sul. Hospitais e equipes de resgate foram atingidos. A Defesa Civil libanesa reportou que ambulâncias não conseguem chegar a diversas áreas de bombardeio. O total de mortos no Líbano desde o início da operação israelense ultrapassa 1.600.
Reacao internacional
O Papa Leão XIV condenou os ataques, pedindo um cessar-fogo abrangente que inclua o Líbano. Países europeus e latino-americanos reforçaram pedidos de contenção. O Brasil, por meio do Itamaraty, reiterou o pedido de respeito ao direito internacional humanitário. A comunidade internacional agora pressiona para que as negociações de Islamabad incluam o Líbano no escopo do acordo de paz.



