O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira (9) que instruiu seu gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano “o mais rápido possível”. A pauta inclui o desarmamento do Hezbollah e o estabelecimento de relações pacíficas entre os dois países. O primeiro encontro será na semana que vem no Departamento de Estado, em Washington.
Pressão americana
A decisão veio após o presidente Donald Trump pedir diretamente a Netanyahu que fosse “um pouco mais discreto” nas operações no Líbano. Em entrevista à NBC News, Trump disse que a continuidade dos ataques israelenses prejudicava as negociações de cessar-fogo com o Irã. Os EUA serão mediadores: o embaixador americano no Líbano, Michel Issa, liderará o lado americano, enquanto Israel será representado pelo embaixador Yechiel Leiter.
O anúncio acontece um dia após Israel conduzir a maior onda de ataques ao Líbano desde o início da guerra, com 303 mortos e mais de 1.150 feridos em um único dia. A escalada ameaçou o cessar-fogo EUA-Irã.
Reação libanesa
O Líbano não foi oficialmente notificado da proposta antes do anúncio público de Netanyahu. Um oficial libanês disse à CNN que “não haverá negociações sob fogo”, condicionando qualquer diálogo à cessação dos bombardeios. O Ministério das Relações Exteriores libanês e o palácio presidencial ainda não se pronunciaram formalmente.
Impacto no cessar-fogo
A abertura de negociações é vista como um sinal positivo para o frágil cessar-fogo. Se Israel reduzir os ataques ao Líbano, o Irã perde a justificativa para fechar novamente o Estreito de Ormuz. Os mercados reagiram com otimismo: o S&P 500 subiu pela sétima sessão consecutiva, a maior sequência desde outubro.





