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Economia

Páscoa 2026: ovos de chocolate sobem até 27% e consumidor migra para barras

A alta do cacau no mercado internacional encareceu os ovos de Páscoa em até 27%. Mais da metade dos brasileiros já planeja trocar o ovo por barras de chocolate.

Ovos de chocolate de Páscoa em prateleira de loja
Foto: TNH1

A Páscoa de 2026 chegou mais cara para o consumidor brasileiro. Levantamentos de mercado mostram que os ovos de chocolate registram alta média de 15% a 27% em relação ao ano passado. O vilão é o cacau: a commodity acumulou valorização expressiva nos mercados internacionais.

Quanto custa o ovo este ano

O ovo Sonho de Valsa de 277g, da Lacta, que custava R$ 45 em 2025, agora é vendido a R$ 56,99: aumento de 26,64%. O Crocante de 227g, da Garoto, subiu 24,98%, saltando para R$ 59,99. No segmento premium, a alta pode ultrapassar 26%.

A cesta completa de Páscoa apresenta aumento médio de 6,2%, mas o chocolate puxa a conta com alta de quase 25% nos produtos nacionais.

Por que o chocolate ficou tão caro

A explicação começa nas lavouras da Costa do Marfim e Gana, que respondem por 60% da produção mundial. Eventos climáticos adversos e pragas reduziram a oferta global, elevando preços a patamares históricos.

Detalhe importante: mesmo com recuo recente do cacau, os ovos nas prateleiras foram fabricados com matéria-prima comprada no pico. A queda só deve beneficiar o consumidor na Páscoa de 2027.

A barra vira protagonista

Segundo pesquisa recente, 54,7% dos brasileiros pretendem comemorar a data com barras em vez de ovos. A lógica é simples: uma barra de 170g custa menos de R$ 15, enquanto um ovo de peso similar ultrapassa R$ 50.

Cinco estratégias para gastar menos

  • Pesquise preços: A diferença entre lojas pode chegar a 30%
  • Compare por grama: Verifique o peso líquido antes de decidir
  • Considere artesanais: Qualidade superior a preços competitivos
  • Faça em casa: Reduz o custo pela metade
  • Compre após a Páscoa: Descontos de até 70% nos estoques remanescentes