O reajuste anual de medicamentos autorizado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) para 2026 é o menor em quase 20 anos. O teto médio ficou em 2,47%, abaixo da inflação acumulada de 3,81% (IPCA dos últimos 12 meses). Os novos preços passam a valer a partir de 1º de abril.
Os percentuais por nível de concorrência
A CMED divide os medicamentos em três faixas conforme o nível de concorrência no mercado:
- Nível 1 (alta concorrência): até 3,81%
- Nível 2 (concorrência intermediária): até 2,47%
- Nível 3 (baixa concorrência): até 1,13%
Medicamentos com menos concorrentes no mercado têm reajuste menor, uma lógica que busca proteger o consumidor de abusos de preço por parte de fabricantes com posição dominante. A publicação oficial foi feita pela Resolução CM-CMED nº 4/2026, em 31 de março.
O que isso significa na prática
O reajuste é um teto, não uma obrigação. Fabricantes e farmácias podem aplicar aumentos menores ou até manter os preços atuais. Na prática, a concorrência entre redes de farmácias tende a segurar os preços abaixo do limite, especialmente para medicamentos genéricos e similares.
Quem toma medicamentos contínuos pode ter sentido o impacto dos reajustes de anos anteriores. Em 2025, o teto chegou a 4,5%. A queda para 2,47% em 2026 reflete a desaceleração da inflação, que recuou para o menor patamar em dois anos.
Como economizar
- Peça o genérico: medicamentos genéricos custam em média 40% menos que o de referência e têm a mesma eficácia comprovada pela Anvisa
- Compare preços: plataformas como Consulta Remédios e apps de farmácias mostram preços em tempo real
- Programa Farmácia Popular: oferece medicamentos gratuitos ou com desconto de até 90% para hipertensão, diabetes, asma e outros
- Compre antes do reajuste: se o medicamento não é controlado, estocar a quantidade de um ciclo antes de abril pode gerar economia
Com a queda da patente da semaglutida (Ozempic/Wegovy) em março, a tendência de queda nos preços de medicamentos inovadores deve se manter nos próximos meses.





