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Saúde

Reajuste de medicamentos em abril de 2026: percentuais por categoria e 7 formas de economizar

CMED autorizou aumento de 1,13% a 3,81% a partir de 1o de abril. E o menor reajuste em 20 anos. Veja o que subiu, o que nao muda e como pagar menos na farmacia.

Reajuste de medicamentos em abril de 2026: percentuais por categoria e 7 formas de economizar

Os precos dos medicamentos no Brasil foram reajustados em ate 3,81% a partir de 1o de abril de 2026, conforme resolucao da CMED (Camara de Regulacao do Mercado de Medicamentos). O reajuste medio ficou em 2,47%, o menor em quase 20 anos e abaixo da inflacao acumulada de 12 meses (3,81%). Apesar de ser o menor aumento em duas decadas, o impacto no bolso e real: quem gasta R$ 300 por mes com remedios pagara ate R$ 11 a mais.

Percentuais por categoria

A CMED define tres niveis de reajuste conforme o grau de concorrencia no mercado. Quanto mais concorrencia (genericos disponiveis), maior o percentual permitido, ja que a competicao regula os precos na pratica.

NivelReajuste maximoTipo de medicamentoExemplos
1 (alta concorrencia)3,81%Medicamentos com genericos disponiveisParacetamol, losartana, metformina
2 (media concorrencia)2,47%Medicamentos com alguma concorrenciaAlguns antibioticos, anti-hipertensivos
3 (baixa concorrencia)1,13%Medicamentos sem generico ou monopolioBiologicos, oncologicos, orphan drugs

A logica parece contra-intuitiva: remedios mais caros (nivel 3) tem reajuste menor. Isso acontece porque a CMED entende que medicamentos sem concorrencia ja tem precos elevados e precisam de regulacao mais rigida. Medicamentos com genericos (nivel 1) podem ter reajuste maior porque a concorrencia impede que o preco final suba muito na pratica.

O que nao muda

Fitoterapicos e homeopaticos nao seguem o reajuste anual da CMED e tem regras proprias. Medicamentos isentos de prescricao (MIPs) com alta concorrencia tambem tem regras diferenciadas. Genericos continuam obrigados a custar no minimo 35% menos que o medicamento de referencia, independentemente do reajuste.

7 formas de economizar com medicamentos

1. Peca o generico: custa de 35% a 80% menos que o original e tem a mesma eficacia comprovada pela Anvisa. Sempre pergunte ao farmaceutico se ha generico disponivel para sua receita.

2. Compare precos entre farmacias: apps como Consulta Remedios, Drogasil e Farmacia App mostram precos em tempo real. A diferenca entre farmacias para o mesmo remedio pode chegar a 40%.

3. Use o programa Farmacia Popular: o governo federal oferece medicamentos gratuitos ou com ate 90% de desconto para hipertensao, diabetes, asma, osteoporose e anticoncepcionais. Basta apresentar receita medica e CPF em farmacias credenciadas.

4. Compre em quantidade: para medicamentos de uso continuo, comprar caixas maiores (90 comprimidos em vez de 30) geralmente sai mais barato por unidade.

5. Cadastre-se em programas de desconto dos laboratorios: fabricantes como EMS, Medley, Neo Quimica e Eurofarma oferecem cartoes de desconto que reduzem o preco em 20% a 60%, disponiveis nos sites dos laboratorios.

6. Aproveite a pre-alta: antes do reajuste entrar em vigor (geralmente em abril), farmacias vendem estoques antigos pelo preco anterior. Se voce toma medicamento continuo, vale antecipar a compra de 2 a 3 meses em marco.

7. Revise sua receita com o medico: pergunte se existe alternativa terapeutica mais barata com a mesma eficacia. Muitas vezes, uma classe diferente de medicamento trata o mesmo problema por metade do preco.

Perguntas frequentes

A farmacia e obrigada a aplicar o reajuste?

Nao. O reajuste da CMED define o teto maximo. A farmacia pode manter o preco anterior, aplicar um aumento menor ou ate reduzir precos. A concorrencia entre farmacias, especialmente redes como Drogasil, Raia, Pague Menos e Panvel, geralmente impede que o teto seja atingido em medicamentos de alto giro.

O SUS e afetado pelo reajuste?

Parcialmente. Medicamentos distribuidos gratuitamente pelo SUS sao comprados pelo governo em licitacoes com precos negociados, geralmente abaixo do teto da CMED. Porem, o reajuste pressiona o orcamento do Ministerio da Saude, que pode ter que escolher entre manter todos os medicamentos na lista ou reduzir quantidades.