O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central mostrou que o mercado financeiro elevou a projeção do IPCA para 2026 de 4,31% para 4,36%. É a terceira alta consecutiva na expectativa de inflação, pressionada pela crise no Estreito de Ormuz e seus efeitos sobre os preços de energia e transportes.
Os números do Focus
A pesquisa semanal do BC com mais de 100 instituições financeiras trouxe os seguintes indicadores para 2026:
- IPCA: 4,36% (anterior: 4,31%)
- PIB: 1,85% (estável)
- Selic no fim do ano: 12,5% (estável)
- Dólar no fim do ano: R$ 5,40 (anterior: R$ 5,35)
Apesar da alta, a inflação projetada ainda está dentro do intervalo de tolerância definido pelo Conselho Monetário Nacional. Com meta central de 3%, o teto permitido é de 4,5%.
O que pressiona a inflação
O principal fator de alta é o preço do petróleo, que ultrapassou US$ 111 o barril com o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. Mesmo com o subsídio ao diesel e a zeragem da CIDE sobre o querosene de aviação, a alta dos combustíveis pressiona o frete e o custo de alimentos.
Outro fator é o câmbio. O dólar, que havia recuado para R$ 5,16 no início de abril, voltou a subir com a aversão ao risco global. A projeção para o fim do ano subiu para R$ 5,40.
Próximos passos do Copom
O Copom se reúne nos dias 28 e 29 de abril. O mercado espera um novo corte de 0,50 ponto percentual, levando a Selic para 14,25%. A projeção para o fim do ano se mantém em 12,5%, o que implicaria quatro cortes adicionais de 0,50 ponto ao longo do segundo semestre.
Para o consumidor, a inflação mais alta significa que o custo de vida continua pressionado, especialmente em itens como alimentos, transporte e energia elétrica. O Imposto de Renda 2026 também trouxe mudanças que afetam o bolso do contribuinte.




