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Mundo

Cúpula Trump-Xi é remarcada para maio em Pequim com comércio, Taiwan e Irã na pauta

A cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, foi remarcada para os dias 14 e 15 de maio em Pequim. O encontro estava previsto para o final de março, mas foi adiado depois que Trump decidiu permanecer em Washington para coordenar as operações militares contra o Irã, iniciadas em 28 de fevereiro.

Agenda do encontro

A pauta da reunião inclui três grandes temas. O primeiro é o comércio: os dois países mantêm tarifas recíprocas que afetam centenas de bilhões de dólares em produtos e a expectativa é que a cúpula produza um arranjo comercial provisório, influenciado pela força dos EUA em semicondutores avançados e pelo papel da China no fornecimento de minerais críticos e terras raras.

O segundo tema é Taiwan. Pequim considera a ilha parte de seu território e tem intensificado exercícios militares na região. Xi Jinping reafirmou a posição chinesa em ligação telefônica com Trump em fevereiro, enquanto os EUA seguem vendendo armamentos ao governo taiwanês.

O terceiro ponto é o Irã. A China é o maior comprador de petróleo iraniano e tem se recusado a aderir às sanções americanas. Washington quer que Pequim pressione Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto a China busca preservar seus interesses energéticos sem confrontar diretamente os EUA.

Visita de reciprocidade

O Departamento de Estado americano confirmou que, após a cúpula em Pequim, Xi Jinping e a primeira-dama Peng Liyuan farão uma visita de reciprocidade a Washington em data a ser definida no segundo semestre. Seria a primeira visita de um líder chinês à Casa Branca desde 2023.

O que está em jogo

Especialistas em relações internacionais descrevem a relação EUA-China como a mais importante e complexa da geopolítica contemporânea. O adiamento da cúpula, motivado pela guerra no Irã, ilustra como os dois temas estão interligados: a instabilidade no Oriente Médio pressiona tanto os mercados de energia americanos quanto as rotas de abastecimento chinesas.

Para o Brasil, o encontro é relevante porque os dois países são os principais parceiros comerciais brasileiros. Qualquer mudança nas tarifas entre EUA e China pode afetar a competitividade das exportações brasileiras de soja, minério de ferro e carne.