O instituto Datafolha iniciou nesta segunda-feira (7) a primeira pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026 após a entrada oficial de Ronaldo Caiado na disputa. O levantamento, encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo, entrevistará 2.004 eleitores presencialmente até quinta-feira (9) e deve ser divulgado a partir do dia 11 de abril.
Cenários testados pela pesquisa
A pesquisa apresenta sete pré-candidatos ao eleitorado: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos, Aldo Rebelo e Cabo Daciolo. Além do cenário estimulado de primeiro turno, o Datafolha simula disputas de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula e Caiado, e Lula contra Zema.
A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Por que esta pesquisa é diferente
O levantamento ocorre em um momento estratégico. É a primeira sondagem após a definição oficial de Caiado como candidato do PSD, que aconteceu depois da desistência do ex-governador do Paraná Ratinho Júnior. O estudo também marca o período posterior ao prazo de desincompatibilização, quando governadores e ministros precisaram deixar seus cargos para concorrer às eleições.
Nas pesquisas anteriores do Datafolha, realizadas em março, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam tecnicamente empatados no primeiro turno, com Zema em terceiro lugar. A entrada de Caiado, que construiu popularidade durante seus dois mandatos como governador de Goiás, pode redesenhar o cenário ao disputar votos do centro e da centro-direita.
O que observar nos resultados
Analistas políticos destacam alguns pontos a serem observados quando os números forem divulgados. O primeiro é o impacto de Caiado sobre os votos de Zema e Flávio Bolsonaro, já que os três disputam um eleitorado semelhante. O segundo é a rejeição: nas pesquisas anteriores, Lula e Flávio Bolsonaro apresentavam os maiores índices de rejeição, o que pode abrir espaço para uma terceira via.
Com menos de seis meses para o primeiro turno, previsto para outubro, a corrida presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos. A fragmentação do campo de oposição a Lula é, por enquanto, a principal dúvida do cenário eleitoral brasileiro.

