Israel expandiu suas operações militares no Oriente Médio com uma invasão terrestre ao Líbano, justificando a ação como perseguição a combatentes do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. O governo libanês afirmou que mais de 1.400 pessoas foram mortas desde o início da operação, incluindo ao menos 54 profissionais de saúde.
Contexto da invasão
A incursão israelense ao Líbano ocorre em meio à guerra mais ampla contra o Irã, que completa mais de um mês. Enquanto os Estados Unidos lideram a campanha aérea contra instalações nucleares e militares iranianas, Israel concentra seus esforços no Hezbollah, que intensificou ataques com foguetes contra o norte de Israel nas últimas semanas.
O Hezbollah é considerado o braço mais poderoso da rede de milícias apoiadas pelo Irã na região. Com um arsenal estimado em mais de 100 mil foguetes e mísseis, o grupo representa a principal ameaça não estatal à segurança israelense.
Impacto humanitário
Organizações humanitárias denunciaram ataques a hospitais e ambulâncias no sul do Líbano. A OMS pediu um corredor humanitário para evacuação de civis e acesso de equipes médicas às áreas de combate. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados estima que 300 mil libaneses já deixaram suas casas desde o início da operação.
O governo do Líbano convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU e pediu que a comunidade internacional imponha sanções a Israel.
Reação internacional
A invasão gerou condenações de países europeus, do mundo árabe e da América Latina. O Brasil, por meio do Itamaraty, emitiu nota pedindo cessar-fogo imediato e respeito ao direito internacional humanitário.
A escalada no Líbano adiciona mais uma frente ao conflito no Oriente Médio, que já envolve operações no Irã, tensões no Estreito de Ormuz e instabilidade no Iraque e na Síria. Diplomatas alertam que a expansão dos combates dificulta qualquer negociação de cessar-fogo regional.

