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11 de Setembro completa 25 anos: o que mudou no mundo

Há 25 anos, os ataques de 11 de Setembro mudaram o mundo. Entenda o que aconteceu, quantas pessoas morreram e por que teorias da conspiração ainda circulam.

Brooklyn Bridge and One World Trade Center, morning light (20887439332)
Brooklyn Bridge and One World Trade Center, morning light (20887439332). Foto: John Cunniff from New York, NY, USA/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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11 de Setembro completa 25 anos: o que aconteceu, como o mundo mudou e por que o tema volta agora

Nesta sexta-feira (11), o mundo marca os 25 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001, os atentados terroristas mais graves da história dos Estados Unidos. A data é lembrada com cerimônias oficiais, homenagens e uma grande manifestação tecnológica: 2.977 drones iluminaram o céu do Porto de Nova York na quarta-feira (9), formando a silhueta das Torres Gêmeas do World Trade Center. Cada ponto de luz representou uma das vítimas mortas naquele dia.

O espetáculo, chamado “2.977 Lights Over New York Harbor”, foi produzido por Addison Mehr em parceria com a empresa Sky Elements, com apoio da New York Foundation of the Arts, segundo o G1. A apresentação ocorreu na véspera da data que marca o quarto de século dos atentados. A proposta transformou os drones em uma espécie de constelação sobre o porto, recriando o contorno das duas torres que faziam parte do horizonte de Nova York antes dos ataques.

Para quem nasceu depois de 2001, o 11 de Setembro pode parecer história distante. Mas as consequências daquele dia ainda moldam a política internacional, a aviação comercial, a vigilância digital e até a forma como os Estados Unidos se relacionam com o resto do mundo. Entender o que aconteceu ajuda a compreender o mundo de hoje.

O que aconteceu no 11 de Setembro de 2001

Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 foram coordenados pela rede terrorista islamista al-Qaeda. Terroristas do grupo sequestraram quatro aviões de passageiros em diferentes pontos do espaço aéreo dos Estados Unidos, segundo o G1. Os ataques mataram cerca de 3 mil pessoas e deixaram centenas de feridos.

Às 8h46, o primeiro avião atingiu a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York. Poucos minutos depois, o segundo avião colidiu com a Torre Sul. Ambas as torres desabaram. Um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, em Washington. O quarto avião tinha como alvo, supostamente, o Capitólio, sede do Congresso americano. No entanto, caiu na Pensilvânia depois que passageiros detiveram os sequestradores.

A maior parte das mortes se concentrou em Nova York. Imagens e vídeos dos ataques circularam pelo mundo inteiro e entraram para a história como algumas das mais chocantes já registradas. O 11 de Setembro transformou o mundo, tanto em relação ao terrorismo quanto às teorias da conspiração, como lembra o G1.

Os quatro alvos dos ataques de 11 de setembro de 2001
AlvoLocalAviãoResultado
Torre Norte do World Trade CenterNova YorkAmerican Airlines voo 11Impacto às 8h46, torre desabou
Torre Sul do World Trade CenterNova YorkUnited Airlines voo 175Impacto às 9h03, torre desabou
PentágonoWashington, DCAmerican Airlines voo 77Impacto às 9h37, parte do prédio destruída
Capitólio (alvo interrompido)PensilvâniaUnited Airlines voo 93Caiu após revolta dos passageiros

Rick Rescorla: o militar que previu o ataque e salvou quase 3 mil pessoas

Entre as histórias menos conhecidas do 11 de Setembro está a de Richard Cyril Rescorla, conhecido como Rick Rescorla. Ele é o herói que “previu” o atentado, segundo o G1. O coronel tinha 62 anos no dia dos ataques e trabalhava como chefe de segurança do banco Morgan Stanley, que ocupava andares das Torres Gêmeas.

Nascido no Reino Unido, Rescorla atuou no Exército britânico antes de se mudar para os Estados Unidos, onde continuou a carreira militar. Na década de 1960, foi enviado para a Guerra do Vietnã e liderou um dos batalhões norte-americanos no país. Lá, recebeu o apelido de “Hard Core”, ou “linha-dura”, pela forma como conduzia as tropas, segundo o G1.

Após deixar o Exército, Rescorla entrou na universidade e construiu uma segunda carreira na segurança corporativa. Ele já havia alertado sobre a possibilidade de um ataque aéreo contra o World Trade Center, anos antes de os aviões de fato atingirem as torres. No dia 11 de setembro, quando o primeiro avião atingiu a Torre Norte, Rescorla ignorou a orientação oficial de que as pessoas permanecessem nos escritórios. Ele iniciou a evacuação imediata dos 2.700 funcionários do Morgan Stanley que estavam no prédio.

Rescorla morreu naquele dia. Ele foi visto pela última vez voltando ao prédio para garantir que ninguém ficara para trás. Graças à sua ação, a grande maioria dos funcionários do banco sobreviveu. A história de Rescorla é lembrada como um dos exemplos mais marcantes de coragem e liderança durante o atentado.

As teorias da conspiração que circulam até hoje

Mesmo após 25 anos, muitas pessoas continuam acreditando em teorias da conspiração sobre o 11 de Setembro, segundo o G1. O atentado suicida teve início com o sequestro de quatro aviões de passageiros pela rede terrorista al-Qaeda. As imagens e vídeos dos ataques circularam pelo mundo inteiro, mas isso não impediu o surgimento de versões alternativas sobre o que teria acontecido.

Entre as teorias mais conhecidas estão a de que as torres teriam sido demolidas por explosivos controlados, e não pelos aviões, e a de que o Pentágono não teria sido atingido por um avião. Especialistas explicam que o 11 de Setembro foi “um ponto de gatilho que desencadeou muita coisa: debates sociais que antes não existiam”, segundo o G1. A proliferação de teorias da conspiração sobre o atentado ajuda a entender como a desinformação se espalha em momentos de crise.

Para o leitor, o ponto prático é: antes de compartilhar qualquer conteúdo sobre o 11 de Setembro nas redes sociais, verifique a fonte. Sites oficiais do governo dos EUA, museus memorialistas e veículos de imprensa consolidados são referências mais seguras do que vídeos virais sem autoria identificada.

Como o 11 de Setembro mudou o mundo

As consequências dos ataques de 2001 foram profundas e duradouras. Nos Estados Unidos, o governo criou o Departamento de Segurança Interna (Department of Homeland Security) e aprovou o Patriot Act, que ampliou os poderes de vigilância do governo sobre cidadãos e estrangeiros. A aviação comercial mudou para sempre: verificações de segurança mais rigorosas, proibição de líquidos em quantidades grandes e a criação da lista de passageiros proibidos de voar são heranças diretas do 11 de Setembro.

No campo militar, os EUA invadiram o Afeganistão em outubro de 2001 para derrubar o regime Taliban, que abrigava a al-Qaeda. A guerra durou 20 anos e terminou com a retirada americana em 2021. O Iraque foi invadido em 2003, sob a alegação de que o país possuía armas de destruição em massa, acusação que nunca se confirmou. As duas guerras custaram trilhões de dólares e centenas de milhares de vidas.

A geopolítica global se reorganizou. A “guerra ao terror” definida pelo governo George W. Bush moldou as relações internacionais por décadas. A vigilância digital se expandiu, a indústria de segurança privada cresceu e os conflitos no Oriente Médio se agravaram. Muitos dos problemas que o mundo enfrenta hoje, incluindo a instabilidade na região, têm raízes que passam pelo 11 de Setembro.

Para entender como a tecnologia militar evoluiu desde então, basta ver o Projeto Maven, programa dos EUA que usa inteligência artificial para lançar ataques letais em minutos. A guerra ao terror inaugurada após o 11 de Setembro abriu caminho para esse tipo de inovação.

O memorial e a cerimônia dos drones em Nova York

O local onde ficavam as Torres Gêmeas, chamado de Ground Zero, hoje abriga o National September 11 Memorial & Museum. O memorial consiste em duas piscinas de reflexão construídas nos exatos locais onde as torres ficavam, com os nomes de todas as 2.983 vítimas gravados em bronze ao redor das bordas (o número inclui as seis pessoas mortas no atentado de 1993 ao World Trade Center).

A cerimônia dos 2.977 drones, realizada na quarta-feira (9), é a maior homenagem tecnológica já feita à data. Cada drone representou uma vítima. Juntos, os pontos de luz formaram a silhueta das duas torres sobre o Porto de Nova York. O espetáculo foi visível de vários pontos da cidade e foi transmitido ao vivo nas redes sociais.

Para quem quiser saber mais sobre o memorial, o museu e as cerimônias oficiais, o site oficial é o 911memorial.org. O museu permite visitas virtuais e tem acervo com objetos recuperados do local, gravações de áudio de sobreviventes e documentos originais.

11 de Setembro e o Brasil: o que mudou por aqui

Embora os ataques tenham ocorrido nos Estados Unidos, as consequências chegaram ao Brasil de várias formas. A aviação comercial brasileira adotou protocolos de segurança mais rigorosos, alinhados aos padrões internacionais. Controles sobre movimentações financeiras suspeitas foram reforçados no país, em parte por pressão internacional para combater o financiamento do terrorismo.

O Brasil também foi afetado indiretamente pela instabilidade econômica que se seguiu aos ataques. A crise de 2001, somada aos ataques, aprofundou a desaceleração da economia brasileira naquele ano. O dólar disparou, a Bolsa caiu e a incerteza tomou conta dos mercados. Hoje, a relação entre conflitos internacionais e a economia brasileira continua direta: a guerra comercial entre EUA e China, por exemplo, afeta diretamente o preço dos produtos no Brasil.

Quem quiser entender como os conflitos internacionais impactam o bolso do brasileiro pode ler sobre a guerra comercial EUA-China em 2026 e as novas tarifas que afetam as exportações brasileiras.

FAQ: perguntas frequentes sobre o 11 de Setembro

Quantas pessoas morreram nos ataques de 11 de setembro de 2001?

Cerca de 3 mil pessoas morreram nos ataques, incluindo passageiros dos aviões, trabalhadores das Torres Gêmeas, militares no Pentágono e bombeiros e policiais que atuaram no resgate. O número exato varia conforme a fonte, mas a contagem mais citada é de 2.977 vítimas fatais, além dos 19 sequestradores.

Quem foram os responsáveis pelos ataques?

Os ataques foram planejados e executados por 19 terroristas da rede al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden. A al-Qaeda era uma organização terrorista islâmica que operava a partir do Afeganistão, sob a proteção do regime Taliban. Osama bin Laden foi morto por forças especiais dos EUA em 2011, no Paquistão.

Por que as Torres Gêmeas desabaram?

As torres desabaram porque o impacto dos aviões e o incêndio resultante comprometeram a estrutura de aço dos prédios. O calor do combustível dos aviões derreteu as colunas de sustentação, levando ao colapso progressivo dos andares. A Torre Sul desabou primeiro, cerca de 56 minutos após o impacto. A Torre Norte caiu depois, após queimar por 102 minutos.

O que é o Ground Zero?

Ground Zero é o nome dado ao local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Após os ataques, o termo passou a ser usado para designar o local de impacto de qualquer desastre. Hoje, o local abriga o National September 11 Memorial & Museum, com duas piscinas de reflexão e os nomes de todas as vítimas gravados em bronze.

O 11 de Setembro mudou a aviação para sempre?

Sim. Após os ataques, a aviação comercial mundial adotou verificações de segurança muito mais rigorosas. Nos EUA, foi criada a Transportation Security Administration (TSA), responsável pela segurança nos aeroportos. No Brasil, a Polícia Federal passou a operar os controles de segurança em voos internacionais. Medidas como a proibição de líquidos em grandes quantidades, a obrigatoriedade de remover calçados e o uso de scanners corporais são heranças diretas do 11 de Setembro.

Ainda existem teorias da conspiração sobre o 11 de Setembro?

Sim. Mesmo após 25 anos, teorias da conspiração continuam circulando, especialmente nas redes sociais. As mais comuns envolvem a alegação de que as torres teriam sido demolidas por explosivos controlados e de que o Pentágono não teria sido atingido por um avião. Especialistas explicam que essas teorias se alimentam do trauma coletivo e da desconfiança nas instituições. Para informações confiáveis, consulte o site oficial do memorial (911memorial.org) e veículos de imprensa consolidados.

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