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Houthis Arábia Saudita: ataques a energia deixam 73 feridos

Houthis atacam instalações de energia na Arábia Saudita e deixam 73 feridos. Entenda como os ataques ao reino podem encarecer petróleo e gasolina no Brasil.

Farasan Islands, Arábia Saudita
Arquipélago das Ilhas Farasan, Arábia Saudita. Foto: Wikimedia Commons / CC
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Houthis Arábia Saudita: o que aconteceu

Houthis Arábia Saudita: ataques a instalações de energia do reino deixaram ao menos 73 pessoas feridas e provocaram incêndios que interromperam temporariamente operações em estruturas energéticas do reino, segundo autoridades sauditas, em informações publicadas pelo G1. Os alvos ficam no sul do país.

O Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou que algumas instalações foram atingidas e tiveram as atividades suspensas. Equipes de bombeiros e de emergência foram mobilizadas para controlar os incêndios e avaliar os danos. “As autoridades competentes estão lidando com as repercussões dos ataques”, afirmou o ministério em comunicado.

Após os ataques, um porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação militar em território saudita, sinalizando uma possível escalada do conflito. A declaração eleva a tensão numa região que já enfrenta instabilidade desde o início do conflito entre EUA e Irã.

Quem são os Houthis

O grupo Ansarullah, conhecido internacionalmente como Houthis, é um movimento extremista que controla a capital do Iêmen, Sana, e grande parte do norte do país desde 2014. A Arábia Saudita lidera uma coalizão militar contra o grupo desde 2015, o que coloca o reino como alvo direto de retaliação.

Desde o final de 2023, os Houthis passaram a atacar navios no Mar Vermelho e no Golfo de Aden, dizendo agir em solidariedade aos palestinos na Faixa de Gaza. Os ataques a embarcações comerciais já haviam provocado desvios de rotas e aumento de custos de frete em todo o mundo.

A novidade desta terça-feira é o ataque direto a território saudita, e não apenas a navios em trânsito. O anúncio de uma “ampla operação militar” sugere que o grupo pretende expandir suas ações para além do Mar Vermelho, atingindo a infraestrutura energética do reino vizinho.

O impacto no preço do petróleo e dos combustíveis

A Arábia Saudita é um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo. Qualquer interrupção na produção ou nas operações de sua infraestrutura energética afeta diretamente a oferta global de combustíveis e, consequentemente, o preço do barril no mercado internacional.

Os ataques provocaram incêndios e a suspensão temporária de operações em estruturas energéticas do sul do país. Se houver danos permanentes ou se novos ataques se repetirem, o preço do petróleo pode subir rapidamente. O petróleo já registrou altas acentuadas em momentos de crise no Oriente Médio ao longo de 2026, segundo o G1.

O preço da gasolina no Brasil depende diretamente da cotação internacional do petróleo. O custo do petróleo responde por cerca de 40% do preço final da gasolina nos postos brasileiros. Quando o barril sobe, o reajuste chega aos postos em poucas semanas. A tabela abaixo mostra como diferentes cenários de preço do petróleo afetam o bolso do consumidor brasileiro.

CenárioPreço do barril (US$)Impacto estimado na gasolina
EstávelAté US$ 85Gasolina entre R$ 5,50 e R$ 6,00
Em altaUS$ 85 a US$ 100Gasolina entre R$ 6,00 e R$ 6,50
CriseAcima de US$ 100Gasolina entre R$ 6,50 e R$ 7,00
ColapsoAcima de US$ 110Gasolina pode ultrapassar R$ 7,00

Com a escalada dos ataques Houthi e a possibilidade de novos golpes na produção saudita, o cenário de colapso pode se materializar em poucas semanas.

Conexão com a crise no Estreito de Ormuz

A situação na Arábia Saudita se soma à crise no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O Irã já havia ameaçado bloquear o estreito, e os EUA anunciaram um bloqueio naval para garantir a passagem de navios petroleiros.

Além do Estreito de Ormuz, os Houthis controlam o estreito de Bab al-Mandab, que conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico. É outra rota fundamental para o transporte de petróleo do Golfo Pérsico para a Europa e para as Américas. Um bloqueio simultâneo em ambas as rotas poderia criar um gargalo sem precedentes no abastecimento global de energia.

O site fatominuto.com já cobriu a crise em Ormuz em detalhes. Veja os artigos sobre como o bloqueio de Ormuz afeta o preço dos combustíveis no Brasil e sobre o ataque dos EUA à Ilha de Kharg e a retaliação do Irã contra a Arábia Saudita.

A Arábia Saudita, por sua posição geográfica e pela capacidade de produção de petróleo, está no centro de todas essas rotas. Ataques à sua infraestrutura energética não afetam apenas o reino, mas todo o mercado global de combustíveis.

O que o consumidor brasileiro pode fazer

Enquanto a crise no Oriente Médio não se resolve, o preço dos combustíveis no Brasil tende a permanecer elevado. Não há como o consumidor controlar o preço do barril, mas é possível reduzir o impacto no bolso com algumas atitudes práticas.

A primeira dica é comparar preços de postos na região pelo aplicativo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que mostra os valores cobrados em cada posto de combustível. A segunda é evitar abastecer em horários de pico ou em postos próximos a rodovias, onde os preços costumam ser mais elevados.

Outra alternativa é avaliar o uso do etanol. Quando o preço do litro do etanol é inferior a 70% do preço da gasolina, o combustível de cana é mais vantajoso para veículos flex. A conta é simples: divida o preço do etanol pelo preço da gasolina. Se o resultado for menor que 0,7, o etanol compensa.

Para quem usa o carro para ir ao trabalho, vale considerar o transporte público ou combinar trajetos com colegas. Pequenas mudanças de hábito, como evitar deslocamentos desnecessários e manter o carro em dia com a manutenção, também ajudam a reduzir o gasto mensal com combustível.

Perguntas frequentes

Os ataques Houthi à Arábia Saudita vão afetar o preço da gasolina no Brasil?

Sim. A Arábia Saudita é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Quando sua infraestrutura energética é atingida e as operações são suspensas, a oferta global de petróleo diminui e o preço do barril sobe. Esse aumento chega ao consumidor brasileiro em poucas semanas, refletindo no preço da gasolina e do diesel nos postos.

Quem são os Houthis e por que atacam a Arábia Saudita?

Os Houthis são um grupo extremista do Iêmen que controla a capital Sana e o norte do país desde 2014. A Arábia Saudita lidera uma coalizão militar contra o grupo desde 2015. Desde 2023, os Houthis atacam navios no Mar Vermelho em solidariedade aos palestinos. Os ataques de hoje à infraestrutura saudita representam uma escalada do conflito.

O que é o Estreito de Ormuz e como ele se relaciona com os ataques?

O Estreito de Ormuz fica entre o Irã e Omã e por ele passa cerca de 20% do petróleo mundial. O Irã já ameaçou bloquear o estreito, e os EUA anunciaram um bloqueio naval. Os Houthis controlam outra rota estratégica, o estreito de Bab al-Mandab, no Mar Vermelho. A soma das duas crises amplifica o risco para o abastecimento global de energia.

Já existe algum cessar-fogo entre EUA e Irã?

Havia um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, mas ele já mostrava sinais de desgaste. Israel intensificou ataques ao Líbano mesmo após o acordo, e a ONU condenou a violência. A situação no Oriente Médio permanece instável, com múltiplas frentes de conflito ativas.

O que fazer para economizar combustível enquanto os preços estão altos?

Compare preços pelo aplicativo da ANP, avalie o uso do etanol quando o litro custar menos de 70% da gasolina, evite abastecer em horários e locais mais caros e considere alternativas como transporte público. Pequenas mudanças de hábito, como combinar trajetos e evitar deslocamentos desnecessários, também ajudam a reduzir o gasto mensal com combustível.

Os ataques podem se repetir?

O porta-voz militar dos Houthis afirmou que o grupo anunciará uma ampla operação militar em território saudita. A declaração sugere que novos ataques são possíveis. Enquanto o conflito no Oriente Médio não for resolvido, a infraestrutura energética da Arábia Saudita permanece vulnerável a novas investidas.

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