A Copa do Mundo de 2026, a primeira disputada por 48 seleções e organizada por três países, terminou em 19 de julho com a Espanha campeã pela segunda vez. No MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Ferran Torres aos 106 minutos.
Foi o segundo título mundial da Espanha, 16 anos depois do primeiro, conquistado na África do Sul em 2010. Para a Argentina, ficou o vice, encerrando a tentativa de repetir o título de 2022.
A final: Espanha 1 x 0 Argentina
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Data | 19 de julho de 2026 |
| Local | MetLife Stadium, East Rutherford, Nova Jersey (EUA) |
| Placar | Espanha 1 x 0 Argentina, após prorrogação |
| Gol | Ferran Torres, aos 106 minutos |
| Título | 2º da Espanha (2010 e 2026) |
O tempo normal terminou sem gols. A Espanha controlou a posse e criou as melhores chances, mas esbarrou na organização defensiva argentina. A decisão veio no início do segundo tempo da prorrogação, quando Ferran Torres apareceu para definir a partida.
Como foi a fase final
Semifinais
- Espanha eliminou a França
- Argentina 2 x 1 Inglaterra
Disputa de terceiro lugar
Um dos jogos mais improváveis da história do torneio: Inglaterra 6 x 4 França. Os dez gols fazem dele o placar mais elástico já registrado em uma disputa de terceiro lugar em Copas do Mundo.
Pódio final
| Posição | Seleção |
|---|---|
| 1º | Espanha |
| 2º | Argentina |
| 3º | Inglaterra |
| 4º | França |
Prêmios individuais
- Artilheiro: Kylian Mbappé (França), com 10 gols. Mesmo com a França fora da final, o atacante liderou a artilharia com folga
- Melhor jogador do torneio: Rodri (Espanha), peça central do meio-campo campeão
A campanha do Brasil: eliminação nas oitavas
Para o torcedor brasileiro, 2026 entrou para a lista das decepções. A seleção passou pela fase de grupos, mas foi eliminada nas oitavas de final pela Noruega, por 2 a 1, também no MetLife Stadium.
Os dois gols noruegueses saíram dos pés de Erling Haaland, aos 34 e aos 44 minutos do segundo tempo. Neymar descontou nos acréscimos, em cobrança de pênalti, quando já não havia tempo para a reação.
Alguns números que dimensionam o resultado:
- É a eliminação mais precoce do Brasil desde 1990, quando a seleção também caiu nas oitavas, naquela ocasião diante da Argentina, por 1 a 0
- O jejum de títulos mundiais chega a 24 anos, contados desde o pentacampeonato de 2002
- Mesmo eliminado nas oitavas, o Brasil garantiu à CBF cerca de US$ 15 milhões em premiação, resultado do novo modelo de distribuição da Fifa em um torneio com 48 seleções
- O Brasil segue sendo a única seleção presente em todas as edições da Copa do Mundo
O que mudou com o formato de 48 seleções
| Item | Copa 2022 | Copa 2026 |
|---|---|---|
| Seleções | 32 | 48 |
| Grupos | 8 grupos de 4 | 12 grupos de 4 |
| Total de partidas | 64 | 104 |
| Países-sede | 1 (Catar) | 3 (EUA, Canadá e México) |
| Cidades-sede | 5 | 16 |
| Fase eliminatória | Começa nas oitavas | Inclui uma rodada de 32 |
Com 12 grupos de quatro, classificam-se os dois primeiros de cada chave mais os oito melhores terceiros colocados, formando uma fase de 32 times antes das oitavas. Na prática, o torneio ganhou uma rodada eliminatória a mais e se estendeu por um período maior.
A distância entre as sedes foi um dos pontos mais criticados por técnicos e jogadores: deslocamentos entre cidades do México, dos Estados Unidos e do Canadá, com diferenças de fuso, altitude e clima, alteraram o planejamento físico das seleções.
A geração espanhola que fechou um ciclo
O título de 2026 tem um significado diferente do de 2010. Naquela Copa, a Espanha venceu com um elenco que já era favorito havia anos, tendo sido campeã europeia em 2008. Em 2026, o time chegou como uma equipe reconstruída, apoiada em uma geração formada depois do ciclo de Xavi e Iniesta.
O eixo do time foi o meio-campo, e a escolha de Rodri como melhor jogador do torneio sintetiza isso: a Espanha ganhou controlando o ritmo dos jogos, e não pela explosão individual. Em uma Copa marcada por deslocamentos longos entre três países e por um calendário esticado pelas 104 partidas, a capacidade de administrar posse de bola e poupar energia física virou vantagem competitiva concreta.
Do outro lado, a Argentina chegou à final tentando o bicampeonato consecutivo, feito que nenhuma seleção alcança desde o Brasil de 1958 e 1962. A derrota na prorrogação encerrou a tentativa, mas confirmou a seleção argentina como a equipe mais constante da última década em torneios de mata-mata.
Os últimos cinco campeões mundiais
| Ano | Campeão | Vice | Sede |
|---|---|---|---|
| 2010 | Espanha | Holanda | África do Sul |
| 2014 | Alemanha | Argentina | Brasil |
| 2018 | França | Croácia | Rússia |
| 2022 | Argentina | França | Catar |
| 2026 | Espanha | Argentina | EUA, Canadá e México |
Com o segundo título, a Espanha se junta a Uruguai, Argentina e França no grupo de seleções bicampeãs ou mais, atrás de Brasil (cinco), Alemanha e Itália (quatro cada).
O que fica do formato ampliado
A Copa de 48 seleções entregou o que prometia em inclusão: países que nunca haviam disputado uma fase final chegaram ao torneio, e continentes historicamente sub-representados ganharam vagas. O custo apareceu na logística e no calendário. Técnicos reclamaram do desgaste dos deslocamentos, e a fase de grupos, com 12 chaves, produziu partidas de baixa competitividade nas rodadas finais, quando muitas seleções já estavam classificadas ou eliminadas.
A discussão sobre ajustar o modelo para 2030, quando o torneio terá sedes em três continentes, começou antes mesmo da final desta edição.
Perguntas frequentes
Quem ganhou a Copa do Mundo de 2026?
A Espanha, ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, em 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium.
Quantos títulos a Espanha tem?
Dois: 2010, na África do Sul, e 2026, nos Estados Unidos.
Quem foi o artilheiro da Copa 2026?
Kylian Mbappé, da França, com 10 gols.
Até onde o Brasil foi?
Até as oitavas de final, quando perdeu para a Noruega por 2 a 1.
Quantos títulos o Brasil tem?
Cinco: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. O país segue sendo o maior campeão mundial.
Onde será a próxima Copa?
A edição de 2030 terá formato inédito, com jogos comemorativos do centenário no Uruguai, na Argentina e no Paraguai, e a sede principal dividida entre Espanha, Portugal e Marrocos.
Conclusão
A Copa de 2026 entregou a coroação de uma geração espanhola construída em torno do controle de jogo, uma final decidida na prorrogação e o placar mais atípico já visto em uma disputa de terceiro lugar. Para o Brasil, deixou a tarefa de reconstruir um projeto após a eliminação mais precoce em 36 anos. E, para o futebol, inaugurou um formato de 48 seleções que promete seguir em debate até 2030.




